Notícia publicada em 23/05/2018 - 00:56:53 | SÃO MIGUEL

 

Destroços de avião clandestino que caiu no Dia Das Mães dentro de Reserva entre São Miguel e Santana do Guaporé é encontrado – VIDEO

 

Já no final da noite desta terça-feira, dia 22, destroços do avião clandestino que caiu na Reserva Indígena Rio Branco, localizada entre os municípios de São Miguel e Santana do Guaporé, entre as Linhas 82 e 90, foram encontrados dentro da mata. Visivelmente não é possível identificar o prefixo e nem o modelo da aeronave, mas a polícia acredita que pode ser uma aeronave que está desaparecida desde o dia 13.

 

 

De acordo com o Tenente Adriano, subcomandante da 4ª Cia/Fronteira, em São Miguel, desde quando foram registrados relatos de que um avião estava sobrevoando a Reserva Rio Branco muito baixo e logo em seguida foi ouvido uma grande explosão vindo da mata, uma força tarefa composta por Policiais Militares de Rádio Patrulha, CANIL Serviço de Inteligência e alguns que estavam de folga, começaram a fazer buscas nas imediações.

 

 

BUSCAS


Ainda na manhã do domingo, dia 13, a equipe chegou a percorrer mais de 07 KM a pé, dentro de uma mata fechada. “Os PM’s não mediram esforços e seguiram a pé por dentro da mata densa e de difícil acesso, mas nenhum vestígio de acidente aéreo foi encontrado”, disse o Oficial.

 

No segundo dia, os Policiais Militares começaram a fazer um trabalho de campo, ouvindo as pessoas que testemunharam o fato para poder traçar um quadrante da possível queda. Já no terceiro dia, com apoio de Policiais Militares de Ji-Paraná, que usaram um drone de última geração, toda área foi monitorada e após mais de 12 horas de buscas incessantes, nada foi encontrado.

Como haviam apenas relatos de sitiantes e todos os meios que estavam no alcance da PM foram esgotados, as buscas foram encerradas na quinta-feira, dia 17, mas mesmo assim patrulhas rurais passavam pelas linhas em buscas de novas informações.

 

Também foram feitos contatos com a Base da Aeronáutica em Porto Velho e em Manaus, e não foram constatados nenhum registro de voos naquela região, bem como não haviam registros de aeronave desaparecida até aquela data.

 


AVIÃO CLANDESTINO DESAPARECIDO


Já na sexta-feira, dia 18, um jovem de Ji-paraná, procurou o Quartel da Polícia Militar, em São Miguel, relatando que seu pai estava desaparecido desde o dia 13. O jovem contou que ele era piloto e trabalhava com uma aeronave própria em um garimpo no Estado do Pará/PA, sendo que havia decolado deste garimpo no dia 13 com destino a cidade de Ariquemes/RO, onde residia.

 

De posse destas novas informações, o Tenente Adriano reiniciou as buscas e solicitou apoio ao Corpo de Bombeiros, onde foi disponibilizada equipes de busca e uma aeronave.

Neste período, a família do piloto desaparecido financiou um grupo de sitiantes locais para fazer buscas dentro da mata e alugaram um helicóptero particular. Após 10 minutos de voo, o piloto do helicóptero avistou os destroços dentro da mata. Então, ele passou as coordenadas para o grupo que estava em terra para chegar até ao local da queda, que fica no topo de uma serra.

 

Como a aeronave explodiu, não sobrou muita coisa. Em meio aos destroços, a equipe encontrou restos de um crânio humano carbonizado.

 

 

Um oficial da Aeronáutica, responsável pelas investigações em acidentes aéreos, explicou que como a aeronave desaparecida estava irregular e não possuía registros de voos, muito menos inspeções obrigatórias, os órgãos competentes para fazer buscas não poderiam atuar no caso.

 

Diferente em situações onde a aeronave é devidamente registrada, pois há equipes de buscas especializadas neste tipo de resgate que são equipadas com aeronaves apropriadas para este tipo de trabalho.

 

 

 

ROTA DO TRÁFICO


De acordo com a Polícia, a região é frequentemente usada por traficantes para arremessar grandes quantidades de drogas e a hipótese desta aeronave à serviço de narcotraficantes não está descartada.

 

 

Matéria:www.comando190.com.br

 

 

ATENÇÃO SR(s) INTERNAUTAS

 

Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se

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